.: Acadêmicos de Design visitam uma das
maiores agências do país :.
Uma das primeiras turmas do interior do Estado a visitar a Bienal, assim
pode ser caracterizada a turma de alunos do curso de Design da ULBRA Carazinho.
Eles se deslocaram para a capital do RS com o objetivo de aprimorar o conhecimento
e ampliar o processo criativo ao realizar uma visita técnica ao
escritório da Gad em Porto Alegre, na sexta-feira passada, 23 de
setembro. Na ocasião, os alunos participaram de uma palestra com
um dos sócios proprietários da agência, Valpirio Monteiro.
A Gad é uma das maiores empresas de Design do país. Com contas
como Gerdau e Claro, contando com uma vasta experiência e renome no
mercado, além do escritório em Porto Alegre, a agência
possui sede em Novo Hamburgo e São Paulo.
Posteriormente os alunos acompanhados pelos professores, Diego Avila, Ana
Cláudia Gaicoski Pinto e Ilse Ana Piva Paim foram para o Santander,
Margs, e Cais do Porto para visitar a 8° Bienal do Mercosul.
Conforme a professora Ilse Ana, a 8ª Bienal do Mercosul está inspirada
nas tensões entre territórios locais e transnacionais, entre
construções políticas e circunstâncias geográficas,
nas rotas de circulação e intercâmbio de capital simbólico.
O título refere diversas formas que os artistas propõem para
definir o território, a partir da perspectiva geográfica, política
e cultural.
Ilse Ana explicou que as bienais são eventos primordialmente expositivos,
que ativam a cena artística de uma cidade durante períodos
relativamente curtos. Contudo, além de serem recorrentes, são
descontínuas – e esse é seu lado fraco: nos períodos
entre uma bienal e outra usualmente não acontece nada, ou bem pouco,
em termos de ativação da cena artística.
A 8ª Bienal do Mercosul tenta responder à seguinte pergunta: é possível
fazer uma bienal cuja ênfase não seja exclusivamente expositiva?
A proposta inclui estender a ação da Bienal no espaço
e no tempo. E propõe entender o tema escolhido não apenas como
um marco conceitual para ler a produção artística contemporânea,
mas, sim, como uma estratégia de ação curatorial, sugerindo
a Bienal como uma instância de criação e consolidação
de infraestrutura local.(José Roca)
Ilse Ana comentou que os alunos voltaram da viagem com uma grande bagagem, “aquilo
que nos aproxima de nossa cultura”.
Acadêmicos do curso de Design durante a visita técnica à
Bienal e a Agência GAD.
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