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CONFIRA CRONOGRAMA DE DEFESA DAS BANCAS
ESPECIALIZAÇÃO EM ENVELHECIMENTO HUMANO E QUALIDADE
DE VIDA ( 2010-2011)
O aumento da população idosa e da expectativa de vida
tem gerado importantíssimas repercussões nos campos sociais
e econômicos, provocando uma intensificação do interesse
por estudos empíricos e teóricos sobre a velhice e envelhecimento,
bem como a criação de alternativas de promoção
do envelhecimento saudável e da preocupação com
o atendimento da população idosa nas áreas social,
médica e educacional.
Segundo Paschoal (2002), a longevidade cada vez maior do ser humano acarreta
uma situação ambígua, vivenciada por muitas pessoas, mesmo
pelas ainda não idosas: “O desejo de viver cada vez mais e, ao
mesmo tempo, o temor de viver em meio a incapacidades e a dependência.”
A Organização Mundial da Saúde (2007) fundamenta o conceito
de qualidade de vida em três aspectos fundamentais, identificados por
um grupo de experts de diferentes culturas: subjetividade, multidimensionalidade
e presença de dimensões positivas (exemplo:
mobilidade) e negativas (exemplo: dor). Esses aspectos devem ser capazes de
medir a qualidade de vida em qualquer lugar do planeta. A definição
de qualidade de vida seguindo esses aspectos pode ser enunciada como “a
percepção do indivíduo de sua posição na
vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação
aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações".
O reconhecimento da multidimensionalidade da qualidade de vida refletiu-se
na estrutura do instrumento, baseada em seis domínios: físico,
domínio psicológico, nível de independência, relações
sociais, com o meio ambiente e de espiritualidade / religião / crenças
pessoais. A qualidade de vida, contudo, é uma questão que envolve
valores e, como tal, está cheia de subjetividade, de reflexões
pessoais e juízos familiares. A população em geral tem
consciência do que é melhor para sua saúde, mas nem sempre
o que é melhor para a sua saúde se reflete no que é melhor
para a pessoa. Como a forma de mensuração, pelo que podemos notar,
depende muito da interpretação de cada pessoa, que identifica
o grau de melhora, piora ou, até mesmo, a manutenção da
qualidade de vida dos indivíduos; esta se torna uma avaliação
que atua no campo perceptivo sobre os níveis do "envelhecimento
bem- sucedido".
Os pesquisadores que desejam trabalhar com este tema, não podem deixar
de considerar esse dado, pois os resultados das pesquisas irão refletir
a fase e o momento da vida em que os indivíduos se encontram. Além
disso, não se pode deixar de enfatizar sobre sua característica
dinâmica, em virtude das possibilidades de mudança ao longo da
vida. A consciência de si, baseada no reconhecimento da própria
imagem, incluindo seus aspectos fisiológicos, sociais e afetivos, pode
ser um caminho para a transformação do corpo-objeto num corpo-sujeito
no contexto de um envelhecer mais significativo e prazeroso Objetivos
•
Capacitar profissionais para a atuação interdisciplinar
e com
conhecimento científico na área de envelhecimento humano.
• Implementar ações inerentes ao papel da área
da saúde e educação,
com ênfase na promoção do envelhecimento saudável
e na disseminação de uma postura que valorize a independência
e a vida ativa da pessoa idosa.
Público-alvo:
Profissionais com formação mínima em qualquer curso
de graduação,
profissionais ligados às atividades profissionais das áreas
de Educação
Física, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Design, Enfermagem, Nutrição,
Direito,
Sociologia, Serviço Social, Medicina, Psicologia, Pedagogia, áreas
da saúde
e afins.
Concepção do programa/curso:
Percebe-se que a cultura predominante da atuação dos profissionais
ligados
à
s questões que permeiam o aumento da população idosa
em nível mundial
constitui numa atuação de cunho individualizado, entendendo-se
que, o
enfrentamento e a solução a ser construída, pode
ocorrer apenas, com o
conhecimento científico, que o profissional detém através
da sua área de
formação. Assim, o exercício das atividades profissionais,
se constituí
numa atuação centrada apenas numa área de conhecimento.
Essa dinâmica de enfrentamento requer, para um mesmo fato, muitas
vezes, uma
equipe multidisciplinar de profissionais. Cada um com sua área
de formação,
relacionado-a com o todo, irá contribuir com os demais para o
enfrentamento
e a busca de soluções eficazes, com relação à demanda
em pauta. Nesta linha
de pensamento enquadram-se as do envelhecimento humano e especialmente
ao
atendimento biopsicossocial ao idosos, pois atingem parcelas significativas
da sociedade e apresentam-se como fatores de solução complexa.
Este tipo de demanda necessariamente requer uma equipe multidisciplinar
de
profissionais, a fim de projetar e executar as atividades que interferem
nos
diversos contextos educacionais ou sociais.
Para tanto, a concepção deste curso de Pós-Graduação é construir
uma linha
de conhecimento multidisciplinar, para que os especializandos entendam
o
caráter multidisciplinar, que é exigido no enfrentamento
das demandas
ambientais ligadas aos diversos segmentos da sociedade, e que possam
constituir suas equipes de trabalho, com profissionais de várias áreas
do
conhecimento ligadas as questões de meio ambiente.
Desta maneira entende-se que, este curso será um diferencial na
formação de
especialistas, para atender as demandas que visam o atendimento e o bem-
estar das pessoas idosas surgidas na área de ação
da ULBRA Campus Carazinho,
ou de qualquer região do Estado e do País. Estes profissionais
certamente ao
longo do curso, construirão uma base de conhecimentos multidisciplinar,
para que possam atuar em atividades, que necessitam de vários
olhares
científicos. Assim, a concepção deste curso se constitui
numa concepção pós
moderna, proporcionando aos alunos uma formação diferenciada
do cotidiano
das profissões, que é um perfil multidisciplinar.
Coordenação do curso
PROF. Ms. Patricia Carlesso Marcelino
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